Testemunhos

Testemunho de Rui António Silva                                                                      

      Os Factos

      O meu neto, foi operado em 08 de Maio de2009, às amígdalas e aos adenóides, no Hospital Egas Moniz, em Lisboa. Tinha então 9 anos de idade. Na sequência dessa dupla cirurgia, o menino ficou com uma complicada alergia, que se caracterizava por uma tosse constante, como se fosse “tosse de cão”. A professora já o tinha chamado à atenção, porque perturbava as aulas. A médica que o operou estava apreensiva, porque os medicamentos não faziam efeito. E, assim continuou, até que no dia 10 de Junho desse mesmo ano, uma senhora minha amiga, telefonou-me dizendo-me que Nossa Senhora estava a chorar na casa do confidente, irmão Fernando Pires, que como se sabe reside no Algarve. Não hesitei e aceitei o convite para eu e minha mulher, nos deslocarmos ao Algarve, com a intenção de que a nossa humilde presença poderia amenizar o sofrimento da Nossa Mãe Santíssima. Assim, rumamos ao Algarve.

      Quando chegamos à casa do confidente, Fernando Pires, olhamos a imagem da Mãezinha, e logo o meu neto me disse:  – Ó avó, os olhos de Nossa Senhora são verdadeiros! E eu, fixando o rosto bendito da Mãe do Céu, respondi-lhe: Tens razão. São verdadeiros. De imediato, algo me impulsionou e retirei com o meu dedo da mão direita, uma lágrima  do rosto da Mãezinha, e, acto contínuo, fiz o Sinal da Cruz no pescoço do meu neto Diogo. Fiz este gesto sem saber porquê. Voltei uma segunda vez, e retirei de novo com o meu dedo da mão direita uma lágrima da Mãezinha, só que desta vez, retirei do manto e dei-a a provar aos meus netos, e eles responderam-me: Avó, são salgadas!

       Quero afirmar que desde esse preciso momento, o meu neto Diogo praticamente deixou de ter aquela terrível tosse. Inclusivamente, quando regressávamos, de viagem de comentámos por mais de uma vez, que o menino já não tossia. E, a partir dos dias seguintes, gradualmente a tosse desapareceu por completo.

      Mas outra surpresa estava reservada. O meu neto andava há dois anos em consultas, no Hospital Ortopédico de Carcavelos, em consequência de uma anomalia óssea em ambos os calcanhares. Essa anomalia caracterizava-se por uma fragilidade óssea, porque o menino não tinha fixação ao nível dos calcanhares, e, por conseguinte, quando corria ou jogava à bola quase chegava a cair por falta de firmeza nos pés

      No mês seguinte, ou seja em Julho, recebi na minha casa uma carta do Hospital, para se preparar a data da operação aos pés do menino, a qual consistia basicamente no seguinte: Seriam introduzidos em cada um dos calcanhares um ferro com o fim de fixar o osso, e os mesmos ferros só seriam retirados quando o menino fizesse 15 anos de idade. Então, no dia em que recebi a carta do Hospital comuniquei ao meu neto que teríamos de ir ao Hospital. E ele respondeu-me: Ó avó, para quê se eu já estou bem dos pés! Devo dizer que acreditei de imediato no menino, mas disse-lhe:  – Diogo temos de ir lá, só para o médico te ver! Foi difícil convencê-lo. Mas acabou por ir. Quando chegámos ao Hospital mostrei os exames ao médico. E ele depois de os analisar disse que o menino tinha algo que eu não compreendi muito bem. Em seguida pediu ao meu neto para se descalçar, e mandou-o caminhar em frente, para trás, e para os lados. No fim respondeu-me: “Este menino não tem nada.” Pode-se calçar e ir embora! E eu resumidamente contei ao médico o que tinha acontecido, e ele respondeu-me: Eu acredito. E olhe, esta operação dava muito dinheiro, mas não é justo fazê-la! Então agradeci e despedimo-nos. Até hoje o meu neto nunca mais teve problemas. Resta-me apenas dar Honra, Glória e Louvor à Nossa Bendita Mãe,  a nossa  Virgem,  Mãe da Bondade. Ámen.

       

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